Artigo: Crenças limitantes e negativas

Crenças limitantes e negativas

As crenças e valores fazem parte da visão de mundo de qualquer pessoa, influenciando diretamente o comportamento final. Existem crenças conscientes e crenças inconscientes, e como a própria definição já indica, as crenças conscientes são aquelas que conseguimos perceber, pois é comum externá-las verbalmente, enquanto as crenças inconscientes não podem ser percebidas pela consciência, mas que da mesma maneira influenciam a personalidade e o comportamento.

Um dos principais objetivos em um processo de coaching é a identificação das crenças limitantes e negativas que estão programadas no “sistema” do cliente, sejam conscientes ou inconscientes.

As crenças conscientes são aquelas que deliberadamente tomamos como parte da nossa visão de mundo, a partir de experiências vivenciadas, filosofias assimiladas ou conceitos absorvidos. Elas são fáceis de serem identificadas, como acreditar em uma religião, acreditar em um estilo de vida, acreditar em uma causa e etc. Muitas vezes, algumas crenças conscientes podem ser prejudiciais ao indivíduo e às suas relações, e por isso também são trabalhadas em um processo de coaching, buscando a sua ressignificação. Normalmente são crenças mais fáceis de serem trabalhadas.

As crenças inconscientes são aquelas que o indivíduo nem imagina que existem, e em algumas vezes, é até capaz de negá-las, mesmo quando evidenciada a sua existência. As crenças inconscientes negativas, que limitam o indivíduo, podem ser formadas direta ou indiretamente. A direta é quando a criança assimila em sua mente inconsciente afirmações repetidas pelas pessoas mais próximas.

Por exemplo: Você nunca será nada na vida. Você é um péssimo aluno. Você não sabe se relacionar. Você é fraco e não aguenta. Todos os homens são canalhas. Nenhuma mulher é confiável.

E por aí vai! Ou seja, são frases que ficam “congeladas” no inconsciente da criança, que influenciarão o seu comportamento na idade adulta sem que o indivíduo perceba ou saiba a origem disso.

Já as crenças inconscientes formadas indiretamente acontecem por intermédio das ações ou exemplos das pessoas mais próximas, em especial os responsáveis pela sua criação. Por exemplo, uma criança que não recebe limites dos pais, que fazem todas as suas vontades, muitas vezes por comodismo, provavelmente criará a crença: “Não preciso respeitar autoridades. Posso fazer tudo do meu jeito”. Um adulto que certamente terá problemas com todos os tipos de autoridades que interagir.

Outro exemplo, uma criança que vive em um ambiente opressivo e autoritário, pode assimilar uma crença como: “Minha vontade não importa. Sempre tenho que abrir mão do que quero”. E isso prejudicará muito a sua motivação, satisfação, as relações pessoais e profissionais.

Ou ainda, o exemplo de um pai que dedica mais tempo ao trabalho do que à família e sempre compensa com presentes caros, pode gerar a crença inconsciente “trabalho é mais importante do que família, e afeto é igual a presentes caros.” Uma crença que muito provavelmente resultará em problemas nos relacionamentos familiares, sem que o indivíduo consiga enxergar o motivo por conta própria.

Então, resumindo o conceito, podem existir crenças negativas no inconsciente do indivíduo que o levem à autossabotagem contínua ou conflitos repetitivos que prejudicam diretamente a harmonia ou sentimento de felicidade. E como já citado, buscar essas crenças inconscientes, trazendo-as para a consciência e trabalhando-as, é um dos principais trabalhos no processo de coaching.

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Texto: Júlio César de Castro Ferreira

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